As taxas dos títulos do Tesouro Direto caem nesta terça-feira (17), na esteira do alívio que o mercado local teve em meio a semanas de estresse com guerra entre Israel e Hamas e inflação dos Estados Unidos.

Ao longo do dia, porém, as taxas devem enfrentar pressão vinda dos EUA. Isso porque as vendas no varejo americano subiram 0,7% em setembro ante agosto, muito acima dos 0,3% estimados por analistas consultados pela FactSet. O volume de vendas chegou a R$ 704,9 bilhões no mês passado, segundo dados com ajustes sazonais divulgados hoje pelo Departamento do Comércio.

Após a divulgação, as taxas das Treasuries dos Estados Unidos passaram a subir. O papel de 10 anos pagava 4,83% ao ano ante 4,71% no ajuste anterior.

No Brasil, o volume de serviços caiu 0,9% em agosto ante julho, segundo dados divulgados hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O número frustrou as projeções do mercado, uma vez que o consenso Refinitiv projetava alta de 0,4% na base mensal e de 2,8% na comparação anual.

No Tesouro Direto, o prefixado com vencimento em 2033 pagava 11,65% ao ano na primeira atualização do dia, às 9h23, ante taxa de 11,83% ontem. A rentabilidade do Tesouro Prefixado 2029 caía de 11,53% para 11,34%, enquanto a do Tesouro Prefixado 2026 recuava de 10,84% para 10,69%.

Nos títulos de inflação, destaque para a rentabilidade real do Tesouro IPCA+ 2029, que caía de 5,67% para 5,57%. A rentabilidade real do Tesouro IPCA+ 2045 tinha queda de 5,93% para 5,85%, enquanto a do título com vencimento em 2055 recuava de 5,90% para 5,83%.

Confira os preços e as taxas dos títulos públicos disponíveis para compra no Tesouro Direto na manhã desta terça-feira (17):

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