As atenções desta terça-feira (25) estão voltadas a Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, que participa de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal. Campos Neto foi chamado pelos senadores para dar explicações sobre a manutenção da taxa Selic (a taxa de juros básica da economia), no patamar de 13,75% ao ano. Esse é o valor da Selic desde agosto de 2021.

Nesta segunda-feira (24), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), voltou a criticar a taxa de juros no Brasil, dizendo que é “muito alta; ninguém toma dinheiro emprestado com taxa a 13,75%”. Segundo Lula, “país capitalista precisa de dinheiro e esse dinheiro precisa circular. A solução no Brasil é voltar a colocar o pobre no orçamento”.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem reunião marcada com presidentes de Comissões do Senado, incluindo Vanderlan Cardoso, da CAE.

Outra prioridade hoje é a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S), que perdeu força em cinco das sete capitais pesquisadas na terceira quadrissemana de abril, informou hoje a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Na passagem da segunda para a terceira quadrissemana, o índice cheio desacelerou de 0,52% para 0,43%. A desaceleração mais significativa entre as capitais foi registrada em Brasília (0,44% para 0,09%).

No Tesouro Direto, os juros dos títulos públicos apresentavam queda na primeira atualização do dia, às 9h21. Queda, aliás, que vem se intensificando. O Tesouro IPCA+ 2029 oferecia retorno de 5,71%, menor do que os 5,77% desta segunda-feira. O Tesouro IPCA+ 2045 tinha valor de 6,05%, inferior aos 6,13% de ontem.

Os juros do Tesouro Prefixado 2033 eram de 12,41%, bem maiores do que os 12,55% da véspera. O piso desses ativos, detido pelo Tesouro Prefixado 2026, era de 11,72%, menor do que os 11,80% da sessão anterior.

Confira os preços e as taxas dos títulos públicos disponíveis para a compra no Tesouro Direto na manhã desta terça-feira (25): 

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Fonte: Tesouro Direto

Campos Neto

Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, que participa de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, afirmou que “fizemos uma subida de juros muito grande em ano eleitoral; se o BC não tivesse agido assim, teríamos uma inflação na faixa de 10%”.

Segundo ele, não é mais verdade que os bancos ganham dinheiro com juros altos; isso aconteceu no passado. “O mercado de capitais teve uma subida enorme e não é coisa da ‘Faria Lima’; sobra espaço para bancos darem crédito a pequenas e médias empresas. Se baixarmos a Selic, não vamos melhorar as condições de crédito, porque é preciso credibilidade”. Campos Neto ressaltou que “combater a inflação é um dos instrumentos mais eficientes de combate a pobreza. O nosso trabalho é a inflação ir para a meta com menor custo social”

IPC-S

O Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) perdeu força em cinco das sete capitais pesquisadas na terceira quadrissemana de abril, informou nesta terça-feira (25) a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Na passagem da segunda para a terceira quadrissemana, o índice cheio desacelerou de 0,52% para 0,43%.

A desaceleração mais significativa entre as capitais foi registrada em Brasília (0,44% para 0,09%). Também registraram decréscimo nas taxas Porto Alegre (0,71% para 0,52%); Belo Horizonte (0,62% para 0,49%); Recife (-0,04% para -0,17%) e Rio de Janeiro (0,71% para 0,68%). Em contrapartida, apresentaram aceleração nesta leitura São Paulo (0,54% para 0,56%) e Salvador (0,21% para 0,24%).

“Jabutis tributários”

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, aposta numa decisão favorável do Superior Tribunal de Justiça (STJ) em ação que vai decidir se as empresas podem continuar abatendo do Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) – ambos impostos federais – benefícios dados pelos Estados. Faltando dois dias para o julgamento, marcado para esta quarta-feira (26), Haddad se reuniu, nesta segunda (24), com o ministro do STJ Benedito Gonçalves, relator do processo.

Haddad disse que esta semana será um teste importante com o julgamento. “É óbvio que o STJ é um Tribunal superior da maior respeitabilidade. Certamente, (o caso) vai acabar no Supremo (Tribunal Federal), mas eu tenho certeza de que será uma sinalização importante se vamos ter ou não um País transparente do ponto de vista do gasto tributário”, afirmou o ministro, após a reunião com o relator.

Segundo ele, o Brasil é o único País do mundo que faz subvenção de custeio, ou seja, concede benefícios que são usados para pagar custos correntes da empresa, e não investimentos. O Estadão ouviu tributaristas que conhecem o teor do julgamento para entender como esse benefício foi criado.

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