A segunda-feira (17) c0meça c0m a divulgação de índices importantes. O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) caiu 0,58% em abril após ter aumentado 0,05% em março, informou hoje a Fundação Getulio Vargas (FGV).
O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) do Banco Central, considerado um indicador prévio mensal de desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, apresentou queda também, de 0,04% em janeiro na comparação com dezembro, informou a autoridade monetária. A retração foi maior que a esperada pelo mercado, que projetava estabilidade (0,0%) segundo o consenso Refinitiv.
A projeção de inflação para 2023 feita por economistas consultados pelo Banco Central subiu nesta semana, de 5,98% para 6,01%, na terceira alta seguida. A estimativa em 2024 avançou, enquanto as 2025 e 2026 foram mantidas, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira (17) no Relatório Focus, do Banco Central. Já a previsão para a Selic deste ano, que estava mantida há oito semanas em 12,75%, caiu para 12,50%.
Outra prioridade é o fiscal. Com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de volta ao Brasil, as expectativas mais uma vez se voltam para o envio do novo arcabouço fiscal ao Poder Legislativo, o que deve acontecer nesta terça-feira (18).
No Tesouro Direto, os juros dos títulos públicos apresentavam queda na primeira atualização do dia, às 9h24. O piso dos prefixados, oferecido pelo papel com vencimento em 2026, era de 11,72%, menor do que os 11,75% da sexta-feira (14). O destaque entre esses ativos, o Prefixado 2033, entregava um retorno, no mesmo horário, de 12,26%, inferior ao visto na sessão anterior, de 12,33%.
Entre os títulos indexados à inflação, o retorno real do IPCA+2045 era de 6,08%, inferior aos 6,13% da sexta passada.
Confira os preços e as taxas dos títulos públicos disponíveis para a compra no Tesouro Direto na manhã desta segunda-feira (17):
Tesouro Direto
Selic
A maioria do mercado prevê manutenção de juros a 13,75%, mas também vê chance de quedas. De acordo com dados da B3 (B3SA3), há ainda uma pequena chance de redução da taxa em 0,25 pontos, na reunião dos dias 2 e 3 de maio. O mercado vê também uma pequena chance de queda de 0,50 ponto percentual. Os dados são reflexos dos contratos de opções de Copom que permitem a negociação da variação da taxa Selic Meta, decidida a cada reunião do comitê.
Focus
A projeção de inflação para 2023 feita pelo analistas de mercado subiu nesta semana, de 5,98% para 6,01%, na terceira alta seguida. A estimativa para 2024 também avançou, enquanto as 2025 e 2026 foram mantidas, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira (17) no Relatório Focus, do Banco Central. Para o PIB, a estimativa recuou de 0,91% para 0,90%.
A projeção do IPCA de 2024 subiu de 4,14% para 4,18%, enquanto a de 2025 e a de 2026 permaneceram em 4,0%.
Especificamente para os preços administrados, a projeção do IPCA para 2023 manteve a tendência de alta verificada há 20 semanas e passou de 9,79% para 10,20%. Há um mês, a projeção estava em 9,36%. A estimativa para 2024 foi mantida em 4,50% e as 2025 e 2026, continuaram em 4,0%.
Para o Produto Interno Bruto (PIB) a projeção de 2023 caiu de 0,91% para 0,90% enquanto a de 2024 recuou de 1,44% para 1,40%, a de 2025 encolheu de 1,76% para 1,72% e a de 2026 estacionou em 1,80%.
A previsão da taxa de juros básica da economia brasileira (Selic), que estava mantida há oito semanas em 12,75% para 2023 caiu para 12,50%. A de 2024 continuou em 10,0%. A de 2025 está 9,0% há dez semanas. Já a de 2026 permanece em 8,75% há duas semanas.
A estimativa para o dólar caiu de R$ 5,25 para R$ 5,24, após 11 semanas de estabilidade), e a de 2024 recuou de R$ 5,27 para R$ 5,26. A projeção para 2025 está em R$ 5,30 há 17 semanas, enquanto a 2026 continuou em R$ 5,35.
IBC-Br
O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado um indicador prévio de desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, caiu 0,04% em janeiro na comparação com dezembro, informou nesta segunda-feira (17) o Banco Central do Brasil. A retração foi maior que a esperada pelo mercado, que projetava estabilidade (0,0%) segundo o consenso Refinitiv.
Em dezembro, o indicador tinha mostrado alta de 0,29%. Em relação a janeiro de 2022, o índice teve crescimento de 3,03%.
No trimestre encerrado em janeiro, o IBC-Br caiu 1,28% em relação ao trimestre anterior. Ante o mesmo trimestre de 2022, houve alta de 1,50%. O resultado veio em linha com as estimativas (consenso de mercado e previsão da XP, ambas em -0,1%).
“É preferível comparar as variações anuais entre o IBC-Br trimestral e o PIB. Por exemplo, os indicadores mostraram uma taxa de variação anual semelhante no 4T22 (1,6% e 1,9%, respectivamente). Considerando a variação trimestral, no entanto, o IBC-Br despencou 1,8% no último trimestre de 2022, enquanto o PIB total caiu 0,2%”. A projeção da XP para o PIB do ano de 2023 permanece em 1%. “Em resumo, a atividade econômica brasileira tem enfraquecido em meio a condições de crédito mais apertadas, endividamento elevado de famílias e empresas, desaceleração nas condições do mercado de trabalho e dissipação dos impulsos pós-Covid”.
Arcabouço fiscal
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve apresentar a proposta ao Legislativo nesta terça-feira (18). O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que, pelos moldes do novo arcabouço fiscal apresentados pela equipe econômica do governo federal, não haverá dificuldade para a matéria ser aprovada pelo Congresso.
Com a chegada do texto na Casa legislativa, esperada para esta segunda-feira (17), Lira prometeu designar relator rapidamente e em duas ou três semanas, no máximo, votar a proposta no Plenário.
“Pelos moldes que foi desenhado, não achamos nestes assuntos que foram tratados nenhuma dificuldade. A diferença de investimento dentro da margem de crescimento é justa. Você defende um crescimento de 4 (%) com investimento de 0 (%)? Não, você não pode é investir 4 (%), se você cresce 3 (%), se você cresce 2(%). Mas você ter um tamanho designado e acertado nas despesas para investimento é necessário”, avaliou durante entrevista ao Canal Livre da Band. A fala foi gravada na semana passada, mas a íntegra foi divulgada apenas neste domingo (16).
LDO
A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, e o secretário de Orçamento Federal, Paulo Bijos, apresentarão nesta segunda-feira (17) detalhes do projeto da LDO encaminhado ao Congresso na sexta, enquanto o mercado segue aguardando a apresentação do novo arcabouço fiscal aos parlamentares.
Na sexta-feira (14), o governo propôs uma meta fiscal de déficit zero para as contas do governo central em 2024 em projeto encaminhado ao Congresso, mas condicionou a liberação de R$ 172 bilhões em despesas no ano que vem à aprovação do novo arcabouço fiscal.
“Default”
A presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, disse que não prevê que os Estados Unidos entrem em default [calote] em sua dívida, afirmando que tal resultado teria consequências graves em todo o mundo. “Eu tenho grande confiança nos Estados Unidos”, disse Lagarde em uma entrevista para o programa “Face the Nation” da rede de televisão americana CBS no domingo (16). “Eu simplesmente não consigo acreditar que eles permitiriam que um desastre tão grande acontecesse.”
“Se acontecesse, teria um impacto muito, muito negativo não apenas para esse país, onde a confiança seria desafiada, mas em todo o mundo”, acrescentou Lagarde. “Eu entendo a política, eu mesma estive na política. Mas há momentos em que o interesse maior da nação deve prevalecer.”
Lagarde entrou na discussão enquanto os Estados Unidos enfrentam a possibilidade de um default de dívida que poderia enviar ondas de choque pela economia mundial. A administração do presidente Joe Biden está insistindo que não haverá negociações sobre o limite da dívida com o presidente da Câmara dos Deputados, Kevin McCarthy, cujos republicanos têm buscado vincular o aumento do teto a cortes nos gastos dos Estados Unidos.
Inflação EUA
A economia dos Estados Unidos está se mostrando mais resiliente e a inflação mais teimosa do que os economistas esperavam há alguns meses e, como resultado, o Federal Reserve (Fed) manterá as taxas de juros altas por mais tempo, de acordo com a mais recente pesquisa do The Wall Street Journal com economistas.
Em média, os economistas esperam que a inflação, medida pelo aumento anual do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês), termine este ano em 3,53%, ante 3,1% na pesquisa de janeiro. A inflação em março foi de 5%, informou o Departamento do Trabalho na semana passada, a menor em dois anos.
O ponto médio da meta atual do banco central americano para a taxa dos Fed Funds agora está em 4,9%, e a maioria dos economistas vê esse ponto médio subindo para 5,125% no final de junho, implicando mais um aumento de 25 pontos-base em maio ou junho. Mas enquanto os mercados esperam que o Fed corte as taxas até o final do ano, apenas 39% dos economistas entrevistados concordam – a maioria não vê nenhum corte na taxa antes de 2024. Isso é uma mudança em relação a janeiro, quando uma pequena maioria esperava um corte até o final do ano.
Agenda
Mais um feriado encurta a semana de negociações no mercado financeiro brasileiro. Na sexta-feira (21), dia de Tiradentes, a B3 estará fechada e o calendário de indicadores econômicos por aqui também fica mais enxuto.
Na quarta-feira (19), sai o dado de produção industrial de fevereiro. O consenso Refinitiv prevê uma leve alta mensal de 0,1% e contração de 1,6%, em bases anuais. O Itaú, um pouco mais pessimista, prevê queda mensal de 0,5%, puxada por uma retração no setor de manufaturas.
Nos Estados Unidos, o principal destaque da agenda é o Livro Bege, o sumário das condições econômicas do país. O documento vai ser divulgado na quarta-feira (19) e ganha mais importância, segundo os analistas do Bradesco, pois pode indicar percepções de dirigentes do Federal Reserve (Fed, banco central americano) a respeito da dinâmica do crédito, após a crise dos bancos regionais.
A semana também vai ser marcada por uma série de participações de dirigentes do Fed em eventos e seus discursos poderão dar pistas sobre os próximos passos da autoridade monetária em relação aos juros.
Bolsas mundiais
Os mercados mundiais amanhecem entre perdas e ganhos, à medida que agentes se preparam para mais uma semana de resultados corporativos nos Estados Unidos. A atenção do mercado estará voltada para os números trimestrais do setor financeiro depois que o colapso do Silicon Valley Bank no mês passado gerou uma crise de liquidez.
Na agenda, a China deve divulgar seu relatório do PIB na noite desta segunda-feira, com consenso Refinitiv projetando que a economia chinesa tenha avançado 2,2% na comparação com o quarto trimestre de 2022 e projeta alta de 4% em termos anuais
O banco central da China, por sua vez, deixou sua operação de empréstimo de médio prazo de 1 ano inalterada em 2,75%.
O Banco Popular da China realizou injeções de liquidez de 170 bilhões de yuans, menor que o consenso de mercado de 220 bilhões de yuans e superior ao valor de vencimento de 150 bilhões de yuans.
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