As regras de inteligência artificial (IA) da Europa não são negociáveis, disse o chefe da indústria da União Europeia, Thierry Breton, nesta quinta-feira (25), ao criticar a ameaça do CEO da OpenAI, Sam Altman, de deixar o continente se não for possível cumprir a legislação.

Proferidos em conferência no dia anterior, os comentários de Altman ocorrerem enquanto a União Europeia busca expandir suas regras para cobrir ferramentas de IA generativas, como o ChatGPT da OpenAI, e exige que as empresas divulguem qualquer material protegido por direitos autorais usado para desenvolver seus sistemas.

Breton disse que não fazia sentido fazer ameaças especulativas e acusar a Europa de segurar o lançamento da IA generativa.

“Vamos ser claros, nossas regras são estabelecidas para a segurança e o bem-estar de nossos cidadãos e isso não pode ser negociado”, disse Breton, em entrevista à Agência Reuters.

“A Europa tem estado à frente da curva ao projetar uma estrutura regulatória sólida e equilibrada para IA que aborda riscos relacionados a direitos fundamentais ou segurança, mas também permite que a Europa se torne uma pioneira em IA confiável”, disse.

A expectativa é que países e legisladores da UE debatam os detalhes do rascunho das regras de IA da Comissão Europeia nos próximos meses na construção de uma legislação que pode se tornar o padrão global para uma tecnologia atualmente liderada pelos Estados Unidos e China.

Investigação no Canadá

A OpenAI também está sendo pressionada do outro lado do Atlântico. Os reguladores de privacidade canadenses estão lançando uma investigação conjunta sobre a coleta e uso de dados do OpenAI do ChatGPT, tornando-se o mais recente grande governo a examinar mais de perto a regulamentação das ferramentas de inteligência artificial (IA).

O regulador federal de privacidade, juntamente com seus pares em Quebec, British Columbia e Alberta, investigará se a empresa obteve consentimento para a coleta, uso e divulgação de informações pessoais de residentes via ChatGPT, informou o Gabinete do Comissário de Privacidade do Canadá nesta quinta-feira.

A investigação do Canadá também analisará se a empresa respeitou “suas obrigações com relação à abertura e transparência, acesso, precisão e responsabilidade”. As conclusões da investigação serão divulgadas publicamente.

(Com informações da Agência Reuters)

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