O Ibovespa Futuro opera com baixa nos primeiros negócios desta quarta-feira (26), com investidores atentos a falas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está em visita oficial na Espanha, enquanto repercutem a prévia do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) referente ao mês de abril, que subiu 0,57% em abril, mantendo a tendência de desaceleração e abaixo dos 0,61% previstos para o consenso Refinitiv.

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Às 9h16 (horário de Brasília), o índice futuro com vencimento em junho operava com baixa de 0,74%, a 104.765 pontos.

Em Wall Street, os índices futuros operam em alta, com destaque para o Nasdaq, repercutindo os resultados da Microsoft e da Alphabet divulgados após o fechamento dos mercados.

A receita da Microsoft superou as expectativas de Wall Street em seu último trimestre. A empresa também registrou um grande salto na receita de seu segmento de negócios de nuvem. As ações saltaram 8% no after market. A Alphabet, controladora do Google, registrou receita melhor do que o previsto, de acordo com a Refinitiv, e registrou lucro em seu negócio de nuvem pela primeira vez na história. As ações subiram mais de 2%.

Na agenda de indicadores, os olhos se voltam para a divulgação dos pedidos de bens duráveis e estoques de varejo nos EUA.

Nesta manhã, Dow Jones Futuro subia 0,14%, S&P Futuro avançava 0,07% e Nasdaq Futuro tinha alta de 0,67%.

Dólar

O dólar comercial operava em queda de 0,27%, cotado a R$ 5,050 na compra e R$ 5,051 na venda, após queda da véspera. Já o dólar futuro para maio subia 0,42%, equivalente a R$ 5,061.

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No mercado de juros, os contratos futuros operam com alta, apagando queda da véspera, refletindo a demanda por ativos de proteção no exterior. O DIF24 (janeiro para 2024) opera com alta de 0,02 pp, a 13,20%; DIF25, +0,04 pp, a 11,84%; DIF26, +0,04 pp, a 11,62%; DIF27, +0,04 pp, a 11,76%; DIF28, +0,05 pp, a 11,96%; e DIF29, +0,05 pp, a 12,17%.

Exterior

Os mercados europeus também operam em baixa, com as ações de tecnologia caindo 2,1%, as industriais recuando 2% e os bancos -1,5%, com o sentimento dos investidores azedando com os temores de uma recessão nos EUA e preocupações com o setor bancário.

As cotações do petróleo operam com alta, depois que um grupo comercial dos EUA relatou uma queda significativa nos estoques de petróleo bruto antes da divulgação dos dados do governo.

Os estoques de petróleo bruto dos EUA caíram cerca de 6,1 milhões de barris na semana encerrada em 21 de abril, segundo fontes do mercado citando dados do American Petroleum Institute na terça-feira. Analistas esperavam que os estoques de petróleo caíssem cerca de 1,5 milhão de barris.

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam majoritariamente em baixa, depois que os temores de uma crise no setor bancário foram reacendidos em Wall Street.

As ações do First Republic Bank caíram mais de 49% na véspera, depois que o banco regional divulgou seus últimos resultados trimestrais, apontando na segunda-feira que os depósitos caíram 40% para US$ 104,5 bilhões no primeiro trimestre, mas desde então se estabilizaram.

Os investidores também repercutiram os números da inflação da Austrália no primeiro trimestre de 2023, que desacelerou para 7% em relação ao ano anterior, abaixo da alta de 23 anos de 7,8% no trimestre anterior.

A produção industrial de Cingapura, por sua vez, caiu 4,2% em março, com desempenho melhor do que as expectativas da Reuters de uma queda de 6,1%.

Os preços do minério de ferro na China fecharam em baixa, por causa da preocupação com o excesso de oferta de aço no país e dados mais fracos do que o esperado sobre a recuperação econômica do gigante asiático.

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