A Coinbase lançou uma bolsa internacional de derivativos de criptomoedas nesta terça-feira (2), buscando expandir sua presença global em meio a tensões crescentes entre o setor de criptoativos e reguladores nos Estados Unidos.

A bolsa permitirá que usuários institucionais em jurisdições elegíveis fora dos EUA negociem futuros perpétuos, disse a empresa.

Futuros perpétuos são uma modalidade nativa do mercado cripto, que se caracteriza por contratos futuros sem vencimento — desse modo, a posição pode ficar aberta indefinidamente, desde que o negociante tenha margem na corretora.

No mês passado, o presidente-executivo da Coinbase, Brian Armstrong, alertou que as empresas de criptomoedas se desenvolverão em “paraísos offshore”, a menos que os Estados Unidos e o Reino Unido tornem suas regras para o setor muito mais claras.

A exchange de criptomoedas Gemini, dos irmãos bilionários Cameron e tyler Winklevoss, também lançou uma plataforma de derivativos fora da jurisdição dos Estados Unidos para negociação de futuros perpétuos nesta terça.

A Coinbase, que está envolvida em uma disputa com a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (a SEC, que regula o mercado de capitais no país), disse nesta terça-feira que países ao redor do mundo estão se desenvolvendo como centros de criptomoedas devido a uma estrutura regulatória responsável.

“Gostaríamos de ver os Estados Unidos adotarem uma abordagem semelhante em vez de regulamentação por imposição, o que levou a uma tendência decepcionante para o desenvolvimento de criptoativos no país”, disse a empresa.

Problemas com a Justiça

Além de turbulências regulatórias, a Coinbase está diante de problemas com a justiça americana. Nesta terça-feira, veio à tona uma ação judicial movida por um investidor que alega que o CEO, Brian Armstrong, e diversos membros do conselho da Coinbase estão envolvidos em prática de insider trading.

Segundo a ação, os executivos teriam evitado uma perda na ordem de US$ 1 bilhão ao vender uma grande quantidade de ações antes da revelação de notícias negativas sobre a corretora.

Em paralelo, a Coinbase pode virar alvo de uma ação coletiva nos EUA após ser acusada de violar a privacidade de clientes. A bolsa teria guardado dados biométricos de usuários sem seu consentimento.

(Com informações da Reuters)

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