Temores macroeconômicos e regulatórios direcionados às criptomoedas, principalmente vindos dos Estados Unidos, continuam pressionando o Bitcoin (BTC) e os demais ativos digitais.
Por volta das 7h40 desta terça-feira (25), o BTC era negociado a US$ 27.322, estacionado no mesmo valor da manhã de ontem. O Ethereum (ETH) valia US$ 1.817, com queda de 1,40% nas últimas 24 horas, e o BNB Chain (BNB) US$ 329, com leve recuo de 0,20%.
No final de semana, a principal criptomoeda do mercado registrou sua maior perda percentual semanal desde novembro. Fatores como aumento dos títulos do tesouro dos EUA, perspectivas de alta de juros e pressão regulatória ajudaram a segurar o otimismo com a moeda digital, que estava no meio de um rali de valorização de cerca de 80% em 2023.
No entanto, apesar da queda e das pressões, especialistas acreditam que o cenário atual faz parte do jogo.
Aya Kantorovich, cofundadora da startup de blockchain Fractal, falou para a Bloomberg que houve um “superaquecimento” do mercado e, depois que o Bitcoin atingiu um ponto de resistência em US$ 30 mil no mês passado — preço que não alcançado desde junho de 2022 — alguns traders “realizaram pequenos lucros”.
Já Fernando Pereira, analista da Bitget, disse para o InfoMoney que a queda do Bitcoin na última semana não assusta, pois é apenas uma correção normal de um mercado em forte tendência de alta. “Olhando dados on-chain (consultáveis em blockchain), vemos uma forte movimentação de acumulação por parte dos investidores de longo prazo no BTC e no ETH. O medo já saiu do mercado”.
Na segunda-feira (24), o banco britânico Standard Chartered disse que o “inverno cripto” (período de quedas de preço) acabou. Segundo a empresa, fatores como a recente turbulência no setor bancário, a estabilização dos ativos de risco e a melhora da rentabilidade da mineração de ativos digitais podem levar o Bitcoin a US$ 100 mil até 2024.
“Embora as fontes de incerteza permaneçam, acreditamos que o caminho para o nível de US$ 100 mil está se tornando mais claro”, falou Geoff Kendrick, chefe de pesquisa de ativos digitais do Standard Chartered, para a Reuters.
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(Com informações da Bloomberg)
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