O Bitcoin (BTC) encostou novamente nos US$ 30.000 na noite da quarta-feira (26). Na sequência, em um zigue-zague repleto de oportunidades para os day traders, a cripto caiu momentaneamente para US$27.400 e depois subiu para US$ 29.000, preço mantido no início da manhã desta quinta-feira (27).
As altcoins (termo para identificar qualquer criptomoeda diferente do BTC) seguiram trajetória semelhante. O Ethereum (ETH), que recentemente passou por uma importante atualização, era negociado a US$ 1.887 por volta das 7h30, com leve queda de 0,40%. Cardano (ADA) subiu 0,90% e Avalanche (AVAX) recuou 1,75%.
“Estamos vendo posições vendidas sendo liquidadas em um mercado que exibe ordens estreitas no livro de ofertas, elevando o preço do Bitcoin”, disse Stefan von Haenisch, chefe de trading da plataforma OSL, em Cingapura.
O Bitcoin subiu 7,3% na quarta, mas rapidamente apagou o movimento e caiu, deixando os investidores imersos em incerteza, como costuma acontecer com as oscilações nos preços dos criptoativos.
Alguns observadores do mercado atribuíram o rali de quarta à noção de que o BTC é visto como um hedge contra a recente tragédia bancária dos EUA, que teve um novo episódio devido às recentes dificuldades do First Republic Bank. O argumento é baseado na afirmação de que o Bitcoin representa uma alternativa ao setor bancário baseado em moeda fiduciária.
O subsequente recuo na quarta-feira provocou uma ladainha de especulações. As teorias incluíam a sugestão de que uma empresa conhecida de trading estava despejando o Bitcoin e que o governo dos EUA estava vendendo a criptomoeda. Outra alegação foi que os tokens da falida exchange Mt. Gox podem finalmente ser despejados no mercado.
Narrativas
O Bitcoin se recuperou 75% em 2023 em relação à queda do ano passado, resistindo à repressão cripto dos EUA e à longa sombra do colapso da exchange FTX. As expectativas de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) reduzam as taxas de juros ajudaram a dar vida aos mercados de ativos digitais.
Apesar da recuperação neste ano, o ativo digital ainda permanece US$ 40.000 abaixo do recorde de novembro 2021, mês em que bateu nos US$ 69.000.
O Bitcoin “é um ativo de risco, mas também é mais do que isso”, escreveu Noelle Acheson, autora do boletim informativo “Crypto Is Macro Now”. “Também é um ativo de ‘seguro’ e, como tal, é um intrigante jogo de tensão bancária: um dos únicos ativos que podem abranger ambas as narrativas.”
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(Com informações da Bloomberg)
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