Os traders do mercado cripto deixaram momentaneamente de lado as preocupações com os problemas bancários nos Estados Unidos e voltaram a atenção para a reunião do Fomc (Federal Open Market Committee), marcada para ocorrer entre os dias 2 e 3 de maio. Qualquer aumento da taxa de juros pode atrair investidores para os papéis no Tesouro americano e afetar negativamente o Bitcoin (BTC) e as demais criptomoedas, consideradas ativos de riscos.
Enquanto aguarda a decisão dos formuladores do Federal Reserve (Fed, o banco centrla dos EUA), que já sinalizaram um possível aumento de 0,25 ponto percentual nas taxas e uma pausa em junho, o Bitcoin vem operando estável nas últimas 24 horas, e era negociado a US$ 29.256 por volta das 8h desta sexta-feira (28), com alta de 1%. As altcoins tiveram movimentos diversos – enquanto o Ethereum (ETH) seguiu os passos dos BTC, e subiu pouco mais de 1%, a BNB Chain (BNB) desvalorizou 2,90% no mesmo período.
Edward Moya, analista sênior de mercado da Oanda, escreveu em relatório que o banco central dos EUA está perto de acabar com a preocupação com a inflação. “O Fed poderá avançar com um, talvez mais dois aumentos de juros, mas deve ser isso. Os dados econômicos de hoje pintaram um quadro de uma economia que está desacelerando, a inflação está temporariamente acelerando e o mercado de trabalho está diminuindo”, disse.
“Hold”
Por causa dos problemas bancários dos Estados Unidos, que resultaram na queda de bancos e no aumento da desconfiança dos investidores com o mercado tradicional, as criptomoedas, em especial o Bitcoin, engataram um rali neste ano. O BTC chegou a apresentar ganho anual de 80% em um período, fazendo os traders acreditaram que o rigoroso “inverno cripto” do ano passado havia sido superado.
O crescimento, no entanto, desacelou em meio ao aumento da pressão regulatória por parte dos reguladores dos Estados Unidos e ao aumento da taxa de juros no país. Na semana passada, uma liquidação em massa de BTC e o surgimento de rumores relacionados a falida exchange cripto Mt.Gox pressionaram novamente o ativo digital, que caiu para US$ 27.000.
Apesar das quedas de curtos do prazo, os especialistas estão confiantes no futuro da criptomoeda, e um dos motivos é o aumento do número de investidores que escolhem segurar o ativo por mais tempo (hold).
“Olhando para os dados on-chain, vemos uma diminuição de aproximadamente 30% de BTC em corretoras disponíveis para venda quando comparado ao bear market (período de baixa) de 2020, o que mostra que cada vez menos investidores estão vendendo suas moedas em momentos de queda do mercado, mesmo em quedas prolongadas como a que estamos. O investidor cripto está amadurecendo a cada bear market que passa”, disse Fernando Pereira, analista da Bitget.
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(Com informações da Bloomberg)
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