Mesmo em um ano de recordes da Bolsa brasileira, a renda fixa continuou entregando rentabilidade e segurança. Com a Selic chegando a 15% ao ano, os investidores tiveram rendimentos robustos no Tesouro Direto, ativos bancários e títulos do crédito privado.
Não à toa, o número de investidores do Tesouro Direto cresceu 20,7% em 12 meses até outubro e o estoque de títulos do programa avançou 36,7%, segundo os dados mais recentes divulgados pelo Tesouro Nacional.
Mas quanto esses papéis renderam aos investidores ao longo de 2025? Veja o rendimento líquido dos principais ativos da renda fixa brasileira em 2025:
Fontes: Anbima, Gianluca Di Matina, especialista em investimentos da Hike Capital. Período: 01/01/2025 a 15/12/2025
É importante destacar que os retornos dos títulos públicos e debêntures na tabela seguem os preços dos ativos na marcação a mercado, considerando um cenário com saídas antecipadas dos investimentos, não o carrego (levar o ativo até o vencimento), como nos ativos bancários, mais difíceis de serem negociados.
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Títulos públicos
Em um ano de volatilidade na curva de juros, foi possível travar a rentabilidade em até 15,26% ao ano com prefixados de 10 anos. Na média, porém, o papel entregou 14,14% ao ano. Nos títulos atrelados à inflação, as taxas médias ficaram entre 7,03% e 7,71% além do IPCA. Confira as taxas médias dos títulos disponíveis para compra no Tesouro Direto:
Fonte: Tesouro Direto
Data-base: 22/12/2025
CDBs
Na renda fixa bancária, os CDBs (Certificados de Depósitos Bancários) chegaram a entregar rentabilidade anual de 16,20%. A média dos papéis mais longos, porém, foi menor, de 14,19% ao ano, segundo levantamento da Quantum Finance feito a pedido do InfoMoney.
Os CDBs pós-fixados, mais abundantes no mercado, entregaram taxas próximas ao CDI, principal referência da renda fixa. No prazo de 12 meses, mais relevante em emissões, a taxa média ficou em 100,25% do CDI ao ano; confira:
Fonte: Quantum Finance
Período: 01/01/2025 a 15/12/2025
Debêntures
O crédito privado teve mais um ano de spreads amassados, mas com leve recuperação na reta final. Ao longo de 2025, os especialistas recomendaram as debêntures incentivadas, isentas de Imposto de Renda, que entregaram média de rentabilidade de 16,10%, segundo o IDA – IPCA Infraestrutura, calculado pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Ca
Fonte: Anbima
Data-base: 15/12/2025
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