A CVC Brasil (CVCB3) registrou um prejuízo líquido de R$ 128 milhões no primeiro trimestre de 2023, número 23,3% menor do que o prejuízo de R$ 166,8 milhões do mesmo período do ano passado.

A receita líquida da companhia de turismo, por sua vez, ficou praticamente estável na base anual, saindo de R$ 292,8 milhões para R$ 295,5 milhões – alta de apenas 0,9%.

“A receita líquida cresceu por crescimento das reservas. Em parte, contudo, isso foi contraposto pelos efeitos no take rate decorrentes do mix de negócios e de produtos, especialmente na operação brasileira, com o aumento das vendas de produtos marítimos, embarques de produtos vendidos na Black Friday e menor ocupação em produtos exclusivos”, diz a CVC no documento publicado na noite desta terça-feira (9).

As despesas com vendas cresceram mais do que as receitas, siando de R$ 57 milhões para R$ 61,5 milhões, alta de 7,9%. Os gastos gerais e administrativos, contudo, recuaram 0,7%, de R$ 218,2 milhões para R$ 216,6 milhões.

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“As despesas com marketing cresceram no primeiro trimestre de 2023 pela realização de campanhas de incentivos de produtos exclusivos para a alta temporada e ativações para o negócio de baixa temporada, suportando estratégia de preço diferenciada e renegociada com certos fornecedores”, fala a companhia. “As despesas gerais e administrativas ficaram praticamente em linha por conta da racionalização e maior controle de despesas fixas”.

A CVC registrou um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) de R$ 15,8 milhões, caindo 52,5% no ano.

A companhia, por fim, teve um resultado financeiro negativo em R$ 96,7 milhões, número maior do que s R$ 88,8 milhões do primeiro trimestre de 2022.

“O aumento deve-se, principalmente, aos efeitos da alta do CDI médio que incide sobre a dívida líquida (10,3% ao ano no primeiro trimestre de 2022 para 13,7% ao ano agora) e encargos sobre as antecipações de recebíveis”, explica a CVC.

Grande parte da diferença do prejuízo da CVC na comparação ano a ano se dá, então, pela reversão do imposto de renda – que foi negativo em R$ 62,1 milhões em 2022 e positivo em R$ 5,1 milhões neste ano. A companhia afirma que as alíquotas, por conta da Lei do PERSE (voltada ao setor de turismo e eventos), foram zeradas, com a entrada de um montante pela compensação de créditos de prejuízo fiscal.

 

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