O Ibovespa Futuro opera com leve queda nos primeiros negócios desta terça-feira (9), com investidores repercutindo o tom firme da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), enquanto a desaceleração das importações da China e o impasse sobre o teto da dívida dos Estados Unidos pesam sobre os mercados externos.
Para a XP, os documentos trouxeram alguns indícios que reforçam a recente postura hawkish (dura sobre a política monetária). O comitê reforçou que “as expectativas de inflação seguem desancoradas das metas” e que “está acompanhando com preocupação esse movimento”. Sobre a economia brasileira, a ata disse que “as perspectivas de atividade não mudaram significativamente no período recente”, mas retirou a avaliação de que “o aperto na concessão de crédito foi mais intenso do que o esperado” mencionada na ata anterior. O Copom afirma que “os dados inflacionários mais recentes sustentam a visão de um processo de desinflação mais lento”.
Nos EUA, na véspera, a secretária do Tesouro, Janet Yellen, disse que não aumentar o teto da dívida seria uma “catástrofe econômica ” e que os reguladores não estão próximos de nenhuma política que limite a venda a descoberto de ações de bancos regionais.
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Às 9h (horário de Brasília), o índice futuro com vencimento em junho operava com queda de 0,31%, a 106.680 pontos.
Nos EUA, os índices futuros de Nova York operam com baixa, revertendo parte dos ganhos da véspera, com investidores se posicionando para dados de inflação ao consumidor de abril, previstos para quarta-feira, e o índice de preços ao produtor, na quinta-feira, para obter os dados mais recentes sobre a trajetória da inflação no país.
Em meio a isso, o governador do Fed, Philip Jefferson, e o presidente do Fed de Nova York, John Williams, devem falar em eventos ao longo do dia.
Nesta manhã, Dow Jones Futuro caía 0,17%, S&P Futuro tinha leve alta de 0,05% e Nasdaq Futuro operava estável.
Dólar
O dólar comercial operava em queda de 0,18%, cotado a R$ 5,002 na compra e R$ 5,003 na venda, após forte alta da véspera, quando investidores reagiram negativamente ao anúncio de que o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Gabriel Galípolo, será indicado para a diretoria de Política Monetária do Banco Central. Já o dólar futuro para junho caía 0,27%, equivalente a R$ 5,022.
Cabe destacar que a divisa americana subia em relação às principais moedas na terça-feira, com os investidores aguardando clareza sobre as negociações do teto da dívida dos EUA e novos dados de inflação para uma visão mais clara das perspectivas econômicas e do provável caminho de alta da taxa de juros do Fed.
No mercado de juros, a maioria dos contratos futuros operam com leve alta após a ata do Copom. O DIF24 (janeiro para 2024) opera com alta de 0,05 ponto percentual (pp), a 13,235%; DIF25, alta de 0,06 pp, a 11,745%; DIF26, alta de 0,025 pp, a 11,46%; DIF27, alta de 0,03 pp, a 11,605%; DIF28, pp, a %; enquanto o DIF29 tinha leve baixa de 0,02 pp, a 11,97%.
Exterior
Os mercados europeus operam com baixa na sessão de hoje, também à espera de dados de inflação vindos do Estados Unidos.
No campo corporativo, o UBS anunciou nesta terça-feira que o CEO do Credit Suisse, Ulrich Koerner, se juntará ao conselho executivo da nova entidade conjunta assim que a compra de emergência do Credit for concluída.
O gigante suíço disse que o fechamento legal da aquisição é esperado nas próximas semanas, e a entidade combinada operará como um “grupo bancário consolidado”.
Ásia
Os mercados asiáticos fecharam no terreno negativo, com exceção do índice Nikkei, da Bolsa do Japão, com a repercussão de dados comerciais da China, que incluíam um declínio nas importações de 1,4% e um crescimento lento das exportações de 8,5%.
As exportações da China cresceram 8,5% na comparação anual em abril, marcando o segundo mês consecutivo de crescimento depois que a economia registrou um salto surpreendente de 14,8% em março, mostraram dados do governo. Já as importações caíram 7,9% no mês.
Economistas consultados pela Reuters estimaram que as exportações subiriam 8% em abril, enquanto as importações deveriam se manter após uma queda de 1,4% na comparação anual no mês anterior.
Já as cotações do minério de ferro na China registram nova alta nesta terça-feira, com expectativas de implementação de novas medidas de estímulo promovidas pelo governo chinês.
O superávit comercial chinês subiu para US$ 90,21 bilhões, acima do superávit de US$ 88,2 bilhões em março. Uma pesquisa da Reuters previu um superávit de US$ 74,3 bilhões para o mês.
Os preços do petróleo operam com baixa, apagando parte dos ganhos registrados nas duas sessões anteriores, enquanto o mercado permanece cauteloso antes dos números da inflação dos EUA em abril, que serão a chave para a próxima decisão do Federal Reserve sobre a taxa de juros.
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