As primeiras horas da Black Friday 2023 já indicavam que esta edição não será só de promoções, mas também de muitas reclamações. Segundo o Reclame Aqui, que monitora problemas nas relações de consumo entre clientes e empresas, das 12h de quarta-feira (22) às 6h desta sexta-feira (24), os consumidores já registraram 7.328 reclamações, 34,5% a mais do que no ano passado quando foram feitas 5.447 queixas.

Ao contrário da edição passada, que teve Copa do Mundo, neste ano os consumidores estão sem “distrações” paralelas e o olhar tem se voltado exclusivamente às compras. E o volume de reclamações mostra bem essa disposição.

Entre os principais problemas enfrentados pelos consumidores, neste início de promoções, estão:

atraso nas entregas (17,3%)propaganda enganosa (15,56%)produto não recebido (15,38%)estorno do valor pago (9,68%)problemas na finalização da compra (4,1%).

Empresas mais reclamadas

As grandes varejistas figuram na lista com mais queixas registradas pelos consumidores no Reclame Aqui. Veja lista:

Empresas mais reclamadasQuantidadeABmex pagamentos inteligentes Ltda198Magazine Luiza – Loja Online190Amazon166Mercado Livre132Época Cosméticos e Perfumaria121Natura115Casas Bahia – Loja Online111Avon Cosméticos98KaBuM!88Beehive Pagamentos Inteligentes LTDA87
Fonte: Reclame Aqui

Empresas de métodos de pagamento também concentram expressivo volume de reclamações. Para o Reclame Aqui, isso está relacionado à tática de criminosos, que se aproveitam de datas como a Black Friday para explorar as vulnerabilidades do consumidor. Eles usam sistemas de empresas de pagamentos em sites falsos que se passam pelos reais das companhias varejistas.

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Segundo Marcelo Queiroz, head de estratégia de mercado da ClearSale, a Black Friday representa um momento propício para as “ações criminosas e de engenharia social, como se chama a técnica de manipulação psicológica utilizada por criminosos para aliciar consumidores”, diz.

Ainda segundo Queiroz, os golpistas utilizam da seguinte técnica: “eles tentam capturar dados a partir de promoções e produtos, sorteios e benefícios de todos os tipos, que normalmente são utilizados como fator de alavanca de clique emocional, para que as pessoas fiquem mais suscetíveis a caírem em golpes de engenharia social”.

A ClearSale estima que 1,5% das transações desta sexta sejam de tentativas de fraude. Dois cuidados:

“Frete”
Desconfie da oferta em que o preço do produto é vantajoso, mas o do frete é muito caro. É um claro sinal de golpe.

“Metade do dobro”
Outro golpe comum é o realizado por estabelecimentos comerciais em que os preços, antes da Black Friday, passam por um aumento e são vendidos a preço normal na data promocional. Para fugir da “metade do dobro”, o ideal é acompanhar a variação dos preços com antecedência. Se você não conseguiu fazer isso, é importante utilizar os sites de comparação de preços e consultar a lista do Procon sobre sites suspeitos.

Antes de fechar uma compra online, informe-se sobre a reputação do site em portais de serviço ao consumidor, como o ReclameAqui, e observe as formas de pagamento oferecidas. Outra dica, segundo os especialistas, é desconfiar de preços muito abaixo dos praticados no mercado, além de evitar compras pelas redes sociais.

E lembre-se: se não tiver certeza de que a página é segura, não coloque informações pessoais e tampouco realize a compra.

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