O Ibovespa fechou em alta de 0,44% nesta quinta-feira (20), véspera de feriado, aos 104.366 pontos. O principal índice da Bolsa brasileira teve um movimento de correção, após a queda da véspera, e destoou daquilo que foi visto no exterior. Na semana, porém, acumulou baixa de 1,80%.
“O Ibovespa conseguiu recuperar parte das perdas da sessão anterior, mesmo em dia de vencimento de opções e véspera de feriado, quando os investidores costumam optar por maior cautela”, comenta Alexsandro Nishimura, economista e sócio da Nomos. “Apesar da alta, o movimento pareceu mais técnico, pois as incertezas fiscais e políticas que impactaram os últimos dias ainda permanecem e a agenda econômica não teve relevância que trouxesse impacto relevante sobre a direção dos negócios”, completa.
O dia, hoje, foi de poucas manchetes no cenário nacional. Destaque para a indicação de Cláudio Cajado (PP) como relator do projeto de lei complementar do novo arcabouço.
“Tivemos um dia de ressaca, após uma queda mais bruta ontem. O mercado acomodou um pouco. Há o feriado também, com investidores sem muitos catalisadores para o mercado. Arcabouço precisa ser definido. Será um catalisador para cima e para baixo”, diz Anderson Meneses, CEO da Alkin Research.
O dólar caiu 0,55%, a R$ 5,058 na compra e na venda, também apagando parte da alta da véspera, mas fechando a semana com alta de 2,9%.
Na curva de juros, a mesma coisa: as taxas dos DIs para 2024 e 2025 perderam, respectivamente, 4,5 e 13 pontos, a 13,23% e 11,97%; os DIs para 2027 fecharam a 11,94%, com menos 11,5 pontos, e os para 2029, 10 pontos, a 12,32%; os contratos para 2031 ficaram em 12,57%, com menos 10 pontos.
Em Nova York, Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq recuaram, respectivamente, 0,33%, 0,60% e 0,80%.
“O dólar e juros futuros também acompanharam a menor aversão ao risco e se ajustaram ao avanço de ontem, contando também com os dados abaixo das expectativas nos EUA, que trariam uma leitura de menor força da atividade por lá e não conduziria o Fed a maiores apertos da política monetária além do já esperado”, comenta Nishimura.
Nos Estados Unidos, a publicação dos novos pedidos de auxílio-desemprego da semana encerrada no dia 15 de abril vieram em 245 mil, acima do consenso de 240 mil. Além disso, o índice de vendas de casas usadas em março e de atividade industrial do Federal Reserve Filadélfia também frustraram, mais fracos do que o esperado.
Com o temor de recessão, os benchmarks das bolsas americanas caíram mesmo com um recuo das taxas de juros. Os treasuries yields para dois anos perderam 11,2 pontos-base, a 4,153%, e os para dez, 6,6 pontos, a 3,536%.
“Lá fora, há a desconfiança de crescimento menor da economia mundial. Brasil descola um pouco por, na véspera, ter caído forte. Real ontem foi a moeda que mais perdeu e Ibovespa também recuou bem, com desconfianças sobre o arcabouço fiscal”, defende Fabrizio Velloni, economista-chefe da Frente Corretora.
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